Bafafá no Judiciário
Três principais associações de juízes e magistrados anunciam que pedirão à Procuradoria-Geral da República que investigue possível crime de quebra de sigilo de dados cometido pela corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon.
Eliana Calmon investiga os "bandidos de toga", como ela mesma classificou os juízes corruptos.
Está armado o circo. Eliana Calmon mexeu num vespeiro e acionou um dos esquemas mais corporativistas do país.
Em entrevista nessa quinta-feira, Eliana Calmon afirmou que decidiu fazer investigações pontuais, com base em informações enviadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em casos de movimentações consideradas atípicas - acima de R$ 250 mil.
Será interessante acompanhar o desenrolar desse bafafá.
Bandidos há em todas as profissões, inclusive no Judiciário.
A reação dos meritíssimos segue o padrão normal da reação de qualquer indivíduo. A pessoa deseja que a corporação a que ela pertence seja bem vista.
Por isso, tende a colocar debaixo do tapete o que denigre a imagem de sua categoria - o tal do corporativismo.
Corporativismo deveria funcionar ao contrário. E aí, seriam os bons juízes expulsando os "bandidos de toga" do Judiciário.
Se essa fosse a regra, a imagem do Judiciário seria a mais limpa possível. O cidadão ficaria com a certeza de que os bons expulsariam os maus.
Não é o que acontece em lugar nenhum.
Então, que os meritíssimos aguentem o tranco e paguem, todos, por abrigar entre eles os "bandidos de toga".
O mesmo raciocínio vale para médicos, advogados, jornalistas, policiais, políticos etc.
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