sexta-feira, 8 de julho de 2011

DESMASCARANDO A OAB


O presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante, diz que são milhões de bacharéis em todo o país. Mentira, basta observar que em todos os exames tem por volta de 100 mil inscrições, nesse caso, onde estão os milhões de bacharéis que alega? Se tirarmos os bacharéis concursados, que não pretendem advogar, que já exercem a advocacia ao longo desses dezessete anos que a prova é aplicada, que foram para outras áreas, os que faleceram e os que mataram, não passam de trezentos mil em todo o Brasil.
Ele alega que o alto índice de reprovações se deve ao mau ensino oferecido pelas instituições. Mentira, pois, tais instituições citadas não existiam em 1994 e há dezessete anos a OAB vem aplicando esse exame inconstitucional, até porque, se as instituições não ensinam o Direito como deveriam ,é porque muitas preparam o aluno para passar no exame famigerado e não ingressar no mercado de trabalho, como deveriam. Então, a culpa é da OAB e não das instituições de ensino.
Também alega Ophir Cavalcante, que o fim do exame trará riscos à sociedade no tocante ao patrimônio e à liberdade. Mentira, pois a OAB traz perdas e danos irreparáveis a uma enorme parcela da sociedade, são centenas de milhares de bacharéis que somados aos seus familiares são milhões de brasileiros atingidos diretamente por esse exame imoral e ilegal. E quanto à violação à liberdade? A OAB priva centenas de milhares de brasileiros do livre exercício da profissão. A qual sociedade esse cidadão se refere?
Em nome da OAB, Ophir Cavalcante alega que o exame de ordem qualifica o profissional. Mentira, pois quem qualifica o profissional são as instituições de ensino superior em cinco anos e não um exame mal elaborado, com pegadinhas, em apenas cinco horas.
Ele diz que, seria interessante para a OAB, inscrever todos os bacharéis como advogados, assim, arrecadaria mais com as anuidades. Mentira, pois, com o exame a OAB fatura as mesmas anuidades pagas pelos advogados com os bacharéis, em três parcelas adiantadas durante o ano e não tem compromisso com nenhum deles, ou seja, os gastos que a OAB tem com os advogados, assistência médica, dentária e garantias em geral.
Diz também, que as instituições não formam advogados e sim bacharéis em ciências jurídicas. Mentira, pois quem é a OAB para formar advogados perante um exame com cinco horas de duração?
O conselho Federal da OAB legisla de forma ilegal, sendo que o Conselho Federal rege em provimento para parte da sociedade, invadindo a competência do MEC e do Congresso Nacional, afinal, tais provimentos atingem um percentual significativo da sociedade, afrontando as normas e princípios constitucionais.
Todos os dirigentes da OAB afirmam descaradamente que o exame de ordem é constitucional, no entanto, nenhum deles fundamenta a constitucionalidade de forma robusta a sustentar sua manutenção. Verificamos apenas opiniões que influenciam a sociedade e prevalece acima das normas e princípios constitucionais.

Forçoso dizer que, ou não conhecem a Carta Magna ou apenas a ignoram? Talvez tenham estudado em escolas de baixa qualidade de ensino ou se apoiam  em mentiras, que eles mesmos criaram, financiadas pelos bacharéis em direito que são explorados.
Esse cidadão alega que as instituições cometem estelionato educacional em cima dos bacharéis. Mentira, pois a OAB comete estelionato induzindo essa classe ao erro, ou seja, pagar para fazer um exame inconstitucional na esperança de trabalhar com dignidade.
Art. 171- Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.
Segundo o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, o exame de ordem qualifica o profissional. Mentira, pois, se assim fosse, os bacharéis oriundos da Magistratura, Ministério Público e os portugueses não estariam aptos a advogarem, pois foram dispensados do exame de ordem. Pura discriminação.
C.F. Direitos Fundamentais.
Art. 5º, XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
Com isso nobres amigos, em nome de todos que estudaram a Constituição Federal, juraram honrá-la, sabem da inconstitucionalidade dessa prova fundamentando-a e são contra a ilegalidade, desafio os dirigentes da OAB a fundamentarem a constitucionalidade do exame de ordem e a prestarem essa prova publicamente para provarem que o problema está nas instituições de ensino e não em seus interesses.
Desafio também, os Senadores que derrubaram a PEC Nº 01/2010 a provarem que conhecem e respeitam as normas e princípios constitucionais para justificarem seus votos a favor desse exame nefasto e amoral, gera desemprego, fome e doenças em milhares de brasileiros que neles votaram.
E por último, desafio o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, num debate em rede nacional a discutir essa questão de tamanha importância que afeta centenas de milhares de famílias. É muito fácil ter a mídia na mão, falar o que quer desrespeitando o direito do contraditório em defesa dos bacharéis.

Willyan Johnes

FUBB (FRENTE ÚNICA DOS BACHARÉIS DO BRASIL)
Unindo os movimentos de todo o país em um só corpo com o mesmo objetivo.
MNBD (Movimento Nacional dos Bacharéis de Direito)
MBBAD (Movimento Brasil dos Bacharéis e Acadêmicos em Direito)
MDE (Movimento Democrático Estudantil de São Paulo)
BA (Bacharéis em Ação)

6 comentários:

Anônimo disse...

Condordo com vocês e reproduzi no meu Blog a sua postagem.
acesse o link: http://direitodeadvogardobacharel.blogspot.com/2011/07/sai-resultado-preliminar-da-prova.html

VAMOS Á VITÓRIA PARA ABOLIÇÃO DESSE FAMIGERADO EXAME DA OAB!!!

Anônimo disse...

Excelente o artigo. Realmente desmacara a OAB!

Anônimo disse...

Nao 1ª prova objetiva aplicada pela FGV houve um percentual de aprovação acima da média porquanto exigiu-se dos candidatos mais do raciocínio jurídico. Mas, isso não agradou a OAB. Então, resolveram aplicar a fórmula do CESPE, ou seja, elaborar questões na base da "decoreba". E, isso é o que elevou de forma considarável os número de resprovados. Resumindo: "engana que eu gosto"

Anônimo disse...

Esse é o típico exame caça-níquel. A OAB nada mais é do que uma excrecência de uma autoafirmação que simplesmente não existe. Insistir com esse exame, demonstra que estamos na contra-mão do progresso o qual se pretende alcançar. Parabéns pelo lúcido e coerente artigo. Afinal, a união faz a força... vamos em frente, sempre!

Marco Aurélio.
Jornalista e Bel. em Direito

Anônimo disse...

Ótimo o artigo!E só complementando,uma exigência de nível mais complexo com prova de Exame de Ordem com duas etapas,se há um grande índice de reprovação não estaria na qualificação das universidades,se o primordial seria atividade prática isso sim irá demonstrar quem irá ser um bom profissional exercendo suas atividades com ética,pois como exemplo temos excelentes profissões como engenharia,medicina dentre outras que na realidade e na prática demonstram quem são os profissionais de qualidade.
Bel. em direito

Anônimo disse...

Sou a favor do movimento também. Apesar de não pensar em advogar no memento, mas talvez um dia resolva advogar. Vocês já fizeram as contas de quanto o exame de ordem engorda os cofres da OAB por ano?
Façamos:
3 exames ao longo do ano;
Cada exame tem um número de inscritos em torno de pouco mais de 100 mil, vamos arredondar para 100 mil,
100.000 X 3 ao ano soma 300.000 mil que multiplicado pelo valor da matrícula (R$200,00)equivalem a bagatela de R$60.000.000,00 ( sessenta milhões de reais por ano) Caros colegas vocês pensam mesmo que alguma instituição iria querer perder essa 'boquinha'?, E mais ainda, os futuros advogados serão obrigados a se increverem nos quadros da Ordem e pagarão a taxa anual para poder trabalhar.
E digo mais se todos são iguais perante a lei porque os juízes e promotores são desiguais? Ou são mais iguais que os demais bacharéis em Direito? Os magistrados já têm a prepotência de se acharem "deus'; os promotores estão caminhando percorrendo a mesma, para não serem nada já se acham o primogênito de Deus. E qual o fundamento para que os portugueses não prestem o exame? A recíproca em relação ao país colonizador (explorador)? Já que o Exame qualifica os futruros advogados, segundo o grande presidente Ophir, os portugueses sim deveriam prestar o exame qualificador, porque estudaram Direito em outro país com normas e costumes diferentes aos nossos.
Estou com vocês nessa luta, mas eles têm loby muito poderoso.
Abraço a todos.