Ministro que julgou exame da OAB recebeu R$ 185.000,00 do chamado mensalão.
Informe JB
27/07 às 11h58 - Atualizada em 27/07 às 13h04
Revista mostra registros de pagamento a Gilmar Mendes pelo mensalão do PSDB
Reportagem da "Carta Capital" começou a circular na tarde desta sexta-feira em São Paulo
Reportagem da "carta Capital" começou a circular na tarde de sexta-feira em São Paulo
Jornal do Brasil
Marcelo Auler
A Revista Carta Capital que chegou às
bancas de jornais de São Paulo na tarde desta sexta-feira (27)
tumultuará todo o ambiente que vem sendo milimetricamente preparado para
o julgamento do famoso caso do Mensalão. Ela apresenta documentos que
indicariam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar
Mendes, quando era Advogado Geral da União (AGU), em 1998, teria
recebido R$ 185 mil do chamado Mensalão do PSDB, que foi administrado
pelo publicitário Marcos Valério.
Em um trabalho do jornalista Maurício
Dias, a revista obteve o que seria a contabilidade paralela da campanha
do atual senador Eduardo Azeredo, em 1998, quando ele concorreu à
reeleição ao governo de Minas Gerais. As folhas, encadernadas, levam a
assinatura de Valério. Alguns dos documentos têm firma reconhecida. No
total, esta contabilidade administrou R$ 104,3 milhões. Houve um saldo
positivo de R$ 69,53. A reportagem teve a contribuição também do
repórter Leandro Fortes, que foi a Minas Gerais.
Nesta contabilidade também aparece a
captação de recursos via empréstimos do Banco Rural, tal como aconteceu
no chamado Mensalão do PT. Mas não foi o único banco a emprestar
dinheiro para a campanha do tucano. Também contribuíram o BEMGE,
Credireal, Comig, Copasa e a Loteria Mineira. No total, via empréstimos
bancários, foram captados R$ 4,5 milhões, valor um pouco maior do que o
registro da mais alta doação individual, feita pela Usiminas. Ela,
através do próprio Eduardo Azeredo e do vice governador Walfrido Mares
Guia, doou R$ 4.288.097. O banco Opportunity, através de seu dono,
Daniel Dantas, e da diretora Helena Landau, pelos registros, doou R$ 460
mil.
As dez primeiras páginas do documento
apresentam os doadores para a campanha. As demais 16 páginas relacionam
as saídas de recursos. O registro em nome de Gilmar Ferreira Mendes
surge na página 17. Procurado através da assessoria de imprensa do
Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes não retornou ao
Jornal do Brasil.
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