sexta-feira, 5 de novembro de 2010

AMAERJ PROPÕE LISTA DE ADVOGADOS DESONESTOS

Diante da proposta da Ordem dos Advogados do Brasil de criar uma lista com nomes de magistrados com a ficha limpa, o presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro, desembargador Antonio Siqueira, sugeriu outra lista: a de advogados “incompetentes e desonestos”.

“Se entendi bem a nobre proposta da OAB, esta seria, também, uma forma legítima de aperfeiçoar o atendimento feito pela advocacia privada à população”, argumenta Siqueira. Segundo a lógica do juiz, os magistrados é que indicariam nomes de advogados que tivessem prejudicado seus clientes, por incompetência, desonestidade, perda de prazo ou por não estarem presentes aos atos obrigatórios.

A lista com os nomes de magistrados que desrespeitam prerrogativas de advogados foi proposta pelo conselheiro da OAB, Guilherme Batochio, no último dia 19 de outubro. Para ele, um cadastro nacional serve para verificar se ex-autoridades como juízes, ministros e desembargadores, que se aposentam e pretendem advogar, preenchem requisitos mínimos ao exercício da profissão.

Para o conselheiro, o rol seria um critério de avaliação legítimo. Ele comparou a lista à Lei da Ficha Limpa. Presidentes de Comissões de Defesa das Prerrogativas de 27 seccionais endossaram a proposta de criação do Cadastro Nacional de Violação das Prerrogativas do Advogado.

Durante o I Colégio de Presidentes de Comissões de Defesa das Prerrogativas da OAB, no dia 20 de outubro, Batochio disse que a proposta escrita já foi formulada e "todos os presidentes apoiaram, na íntegra, o documento”.

Já o presidente da OAB-SP, Ophir Cavalcante, declarou que as seccionais devem se unir. “É necessário que tenhamos uma diretriz nacional para que todas as autoridades que atentem contra as prerrogativas profissionais dos advogados saibam, de norte a sul, de leste a oeste, que vão encontrar uma reação efetiva e firme da OAB”, declarou.

Em entrevista à Consultor Jurídico, ele afirmou que a proposta de Batochio é bastante relevante e que as experiências feitas pelas seccionais nesse sentido — como a da OAB-SP, que publicou em 2006 uma lista com quase 200 inimigos da advocacia — são importantes para que o Conselho Federal saiba avaliar qual postura adotar.

Assim como a Amaerj, a Associação dos Magistrados Brasileiros também repudiou a proposta. Mozart Valadares Pires, presidente da AMB, informou que “para a AMB, a sugestão é intimidatória e desnecessária, pois a eventual violação das prerrogativas dos advogados deve ser analisada de acordo com os instrumentos legais presentes na ordem jurídica".

Em nota, a entidade declarou que a "a lista dos inimigos da advocacia, como foi chamada pela imprensa, fere a liberdade de exercício profissional, bem como o convívio entre advogados, defensores públicos, Ministério Público e magistratura, que deve ser pautado pelo respeito mútuo para o bem da Justiça. Com informações da Assessoria de Comunicação da Amaerj.




segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O ADVOGADO E O QUINTO

O Instituto Maurício de Nassau concluiu pesquisa inédita sobre o perfil dos advogados e o instrumento Quinto Constitucional. A pesquisa foi realizada exclusivamente no Recife. A amostra foi selecionada a partir de um plano de amostragem em pontos de fluxos estratégicos. Os questionários foram aplicados junto a 297 advogados – sendo 58,31% do sexo masculino e 41,69 do sexo feminino.

Os resultados da pesquisa nos provocam reflexão, principalmente quanto à renda dos advogados, a prova da OAB e o instrumento Quinto Constitucional.

Apenas 13,9% dos advogados entrevistados têm renda acima de 10 salários mínimos. Por outro lado, 69,1% dos advogados têm renda entre 3 a 10 salários mínimos. Os dados mostram que o exercício da advocacia privada não é tão bem remunerado como supõe o senso comum.

O bacharel em direito para exercer a profissão de advogado precisa ser aprovado no exame da OAB. Os advogados questionados sobre este exame mostraram-se amplamente favoráveis – 93,6%. Apenas 6,4% não. Apesar do considerável porcentual de reprovação no exame da Ordem, os advogados, os quais já foram aprovados, vale salientar, são favoráveis a ele.

Compreensível! Supomos que os advogados aprovados no exame da Ordem o compreendem como mecanismo de controle da qualidade da profissão e, também, como instrumento que garante a reserva de mercado. Mais bacharéis reprovados, menor concorrência no mercado de trabalho consideravelmente concorrido.

Este nosso raciocínio é plausível, já que 63,5% dos advogados não são favoráveis que o exame da Ordem seja periódico. Predomina, portanto, o seguinte entendimento: “se já advogo, qual é a razão de ser avaliado periodicamente?”. É claro, e este quantitativo não é desprezível, que 36,5% dos advogados militantes são favoráveis ao exame periódico.

Os advogados entrevistados, em sua grande maioria, sabem o que significa o Quinto Constitucional – 78,4%. Por outro lado, 21,6% o desconhecem. Qual é a razão disto? Para 60% dos entrevistados, o instrumento Quinto Constitucional possibilita a democratização do Poder Judiciário. Acreditamos que os advogados pensam do seguinte modo: a entrada de advogados no cargo de Desembargador possibilita o incremento de novas idéias no Poder Judiciário, por conseqüência, a democratização. Empiricamente, isto é observável?

Será que para o advogado a democratização ocorre por conta de que cargos no Poder Judiciário são preenchidos por indivíduos estranhos à magistratura? Caso sim, um problema: é legitimo indivíduos estranhos ao Poder Judiciário serem alçados a funções importantes neste Poder em detrimento aos juízes de carreira? São questionamentos que carecem de reflexão. Salientamos que 30% acreditam que o instrumento Quinto Constitucional politiza a magistratura.

Quando se ouve cientificamente pessoas de uma dada categoria, questionamentos surgem, com isso, saímos do perigoso “achismo” e revelamos a realidade.





quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nota pública contra " LISTA DOS INIMIGOS DA ADVOCACIA "

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade que congrega mais de 14 mil juízes, vem a público rechaçar a proposta de um conselheiro federal da OAB que visa a criação de uma lista nacional com nomes de autoridades que violarem as prerrogativas dos advogados.

A AMB alerta que a “lista dos inimigos da advocacia”, como foi chamada pela imprensa, fere a liberdade de exercício profissional, bem como o convívio entre advogados, defensores públicos, Ministério Público e magistratura, que deve ser pautado pelo respeito mútuo para o bem da Justiça.

Para a AMB, a sugestão é intimidatória e desnecessária, pois a eventual violação das prerrogativas dos advogados deve ser analisada de acordo com os instrumentos legais presentes na ordem jurídica.

Convencidos de que a medida é discriminatória, esperamos que prevaleça o bom senso e que a proposta não seja aprovada no Conselho Federal da OAB.



Mozart Valadares Pires



Presidente da AMB







quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A ROUBALHEIRA SE REPETE NO EXAME DA DESORDEM

BOM DIA AMIGOS. De que adiantou mudar a empresa de aplicação do exame de ordem, veja o que aconteceu no Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo foi uma verdadeira sacanagem com candidatos que estudaram cinco anos para provar em cinco horas que sabem de tudo , provas mau impressa, falta de questões, esclarecimento nas perguntas, despreparo dos fiscais, cascas de bananas, propositais, afinal de contas o que a OAB precisa? apenas reservar uma fatia do mercado e encher os cursinhos para daqui a seis meses ganhar outra fortuna de dinheiro, com a mesma empresa ou outra, seja qual for, a bagunça vai continuar. Se fosse criado no oitavo período uma residência forense, um estágio supervisionado, ou as faculdades junto com o MEC fizesse uma prova anualmente com os alunos do primeiro ao decimo período não haveria essa mercantilização do ensino de Direito no país. Esclareço mais uma vez aos que pretendem instituir essa reserva de mercado na Engenharia e Medicina que aqui em Pernambuco, ambos os conselhos já se posicionaram. NÃO, NÃO E NÃO, a argumentação deles é a mesma de nossa tese.  O governo forma e capacita. Os órgãos fiscaliza apenas isso e nada mais. Se existem faculdades de fim de semana, à distância, etc e tal, a culpa não é deles e sim do governo e MEC, acrescentando que eles não são Instituição de ensino e sim órgão fiscalizador. Divulguem essa mensagem a seus amigos, e faça chegar nas mãos de Professores de Direito, coordenação de cursos e a OAB de seus estados, enviem para seus Deputados e Senadores, órgãos de imprensa, simpatizantes de nossa luta e a quem interessar possa. Essa lição de inteligência têm que chegar aos ouvidos de nossa OAB. Estamos no caminho certo. Não vamos desanimar, pobre daquele soldado que se entrega antes da batalha final, a guerra estar começando, a cada dia que passa angariamos mais apoios. Nossa OAB e a velha UNE não são mais as mesmas, se venderam ao capital fácil. Só para se ter uma idéia a inscrição para fazer essa prova é mais cara do que a inscrição de juiz, procurador ou promotor, por que SERÁ? Se lavarmos os cálculos para a matemática ou para economia, poderia ser muito mais barata e se ELES consideram tão importante para manter aquele órgão SEM IGNORANTES, palavras do Presidente da OAB RJ, porque não é gratuita, porque não se faz o uso da lei dos deficientes, as famosas cotas, os afrodescendentes, os negros, os índios, porque não se cobra a tal e maldita carteira de acesso aos inteligentes da ordem para pós-graduado, mestres e doutores na área, os quais não advogam, mas ensinam o DIREITO. Seria o fato da criatura ensinar ao criador, é isso? Por fim como pode as Universidades e Faculdades a tudo assistir e permanecer inertes? se fazendo de ouvido de mercador, vendo sua autonomia ser invadida por uma instituição que sabe lá o que é, privada, pública ou especial. Abraços em todos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

AGORA É PARA TODOS : e para atualização periódica

Recentemente tivemos acesso a uma pesquisa interessante realizada pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau, com os advogados militantes em Recife, sobre o Perfil do Advogado e o Quinto Constitucional. O que mais nos interessou no estudo foram as duas perguntas relativas ao Exame da OAB: a primeira versava sobre a aceitação do exame da OAB pelos advogados (sendo favoráveis: 93,6%; e os não-favoráveis: 6,4%, e a segunda argüia logo em seguida, se o entrevistado era favorável a uma avaliação periódica dos advogados para renovação da inscrição da OAB (favoráveis: 36,5%; e não-favoráveis: 63,5%).


Ou seja, a conclusão lógica é que os advogados militantes querem que os novos advogados sejam avaliados para ingressarem na advocacia. Essa avaliação é o Exame da OAB, considerado um rígido critério de verificação de conhecimentos jurídico-dogmático. Porém, o velho ditado popular que assevera: "pimenta nos olhos dos outros é refresco" está mais atual do que nunca quando estes advogados militantes em sua maioria negam-se em serem avaliados periodicamente para renovação da sua inscrição nos quadros da OAB. Fato que demonstra a existência de uma temática relevante para exploração.


Analisemos então a seguinte hipótese. Se o Exame da OAB objetiva o ingresso dos melhores bacharéis em Direito nos quadros da advocacia - um cenário de busca pela qualidade -, e 93,6% dos advogados concordam com essa condição de acesso à OAB... Então é correto afirmarmos que a Ordem deve buscar também essa qualidade para os advogados antigos que ingressaram sem essa exigência, por falta de previsão legal à época do seu ingresso na advocacia.


Antes, lembremos que nós, advogados, temos o Exame de Ordem, avaliação essa que nos tranqüiliza em relação ao acesso de novos advogados à OAB; e agora é chegada a hora de termos mais um diferencial em relação às outras profissões liberais (como os médicos, engenheiros, administradores etc.), que se quer realizam exames de admissão em seus quadros.


É papel da OAB estimular a cultura da atualização profissional dos seus inscritos. É justamente essa necessidade de reciclagem que deve fazer parte do cotidiano dos advogados. Inclusive daqueles que nunca prestaram o Exame da Ordem no modelo atual.


Defendemos a criação de um sistema de avaliação periódica para renovação da inscrição da OAB, para todos os advogados. Uma opção seria o próprio Exame da OAB; ou a comprovação de participação efetiva (horas de atividades) em cursos, seminários, congressos, especializações, mestrados e doutorados. Todos com a chancela da OAB, por meio da Escola Superior da Advocacia, que seria a responsável pela regulamentação dessa proposta. Aliás, a pesquisa ainda corrobora que o maior nível de formação dos advogados ainda é a graduação - 63,8%; e que no universo da amostra, 21,6%, dos advogados não sabem o significado do instrumento do "Quinto Constitucional".


No mundo globalizado em que vivemos a moeda mais importante da sociedade contemporânea é o conhecimento. E devido ao avanço tecnológico, precisamos estar sempre atualizados. Isso não é diferente com o Direito, basta vislumbrarmos o surgimento a cada dia dos novos campos de atuação jurídica.


Por fim, concluímos dizendo: temos na atualidade dois tipos de pessoas, as detentoras de conhecimento, portanto, essenciais para a sociedade; e as pessoas que necessitam dos conhecimentos daquelas. Cabe-nos decidir o caminho que queremos para a advocacia em pleno século 21.











quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Transtorno, Bagunça, Falta de energia elétrica, no Paraná.

Estou escrevendo este e-mail em meu nome e em nome de várias pessoas que acabaram sendo prejudicadas pela falta de energia elétrica durante o Exame da OAB aqui na Cidade de Ponta Grossa-PR e pela falta de prudência da FGV por não sido cuidadosa em vários aspectos.Sendo estes: luz de emergencia, pessoas com celulares, pessoas gritando nos corredores, pessoas trocando informações durante a escuridão, pessoas que pegaram gabaritos da mesa dos examinadores e compararam, etc….

A luz acabou por volta das 18:08 e as salas onde nós estavamos já estavam muito escuras,pois estava chovendo no momento. Essa salas não posuiam LUZ DE EMERGÊNCIA, entao, conforme os examinadores ficamos aguardando durante muito tempo. Enquanto isso, a coordenadora da LFG do Rio de Janeiro que estava presente, tentava ligar para o Rio para saber qual providencia tomar. E a providencia foi de que era para continuarmos a prova(exame) no escuro com o uso dos celulares, com a pouca luz que tivessemos, mas acontece que nao tinhamos LUZ, contrariando, ainda,o EDITAL. Nesse momento já era 19:15 da noite e muitos,ainda, estavam tentando fazer a prova no ESCURO, bem como acessando informações,através dos celulares por meio de internet e troca de MSG, a fim de saber as respostas corretas…

Diante disso, muitos examinandos estavam foras das salas e nos corredores gritando ANULA, ANULA,ANULA. Então, os examinadores colocaram todos os examinandos em uma só sala para tentar fazer a prova e isso já era aproximadamente 20:00 horas. Em uma só sala tinha aproximadamente 60 pessoas…alguns no chão….Que situação HUMILHANTE!!!!!

Nós pagamos R$200,00 reais para fazer o exame etermos condições condignas fisicas e adequadas escolhidas pela banca examinadora, não despresando o prédio da UEPG, mas a FVG deveria ter se prevenido. E, quando acaba luz nesse prédio os alunos são dispensados….Se tem gerados eu não sei, apenas sei que o FATO ocorreu e muitos foram prejudicados…Sai de lá era 20:02 e ainda não tinha LUZ…..

Diante do transtorno, pedimos a ANULAÇÃO, ou a devolução do nosso DINHEIRO, pois faltava uma hora de prova ainda quando acabou a luz, sendo assim eu, ainda, estava na questão 8o e poucos… Impossibilitado de ler as alternativas de forma atenta e pelo tumultos e conversas acabei chutando no GABARITO e isso foram varios que fizeram…FOMOS PREJUDICADOS……

Queremos um parecer e nao podemos ser prejudicados……Afinal, esperamos que a OAB como um ente democratico e transparente assuma a frente e Notifique a FVG pelo transtorno e refaça nova prova…

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DE ÉTICA A OAB NÃO TEM NADA

BOA NOITE RICARDO. Analise este e-mail e após divulgue no blog nosso e nacional, os fatos narrados entre eu e Professor de minha Faculdade, o qual faz parte da OAB PE, me parece que o mesmo é membro do Conselho de ética, que de ética a OAB não tem nada. O mesmo após lê nosso panfleto veio até minha pessoa e perguntou se eu era Bacharel. Respondi que sim. Ele retrucou bacharel em quê? respondi em Administração, Pós graduado em Ciência Política, músico, corretor de imóveis e acadêmico de Direito, Ele entendeu que ao assinar o panfleto como bacharel teria que dizer bacharel em quê, daí respondi que bacharel é bacharel que não interessava, e, na condição de aluno poderia sim assinar, como assinei e vou assinar outros. RICARDO a gente estar começando a incomodar, nosso movimento vai crescer ainda mais, são pessoas como esse senhor que vamos ter de contra argumentar, mas com calma e muita coragem. Após entender minha resposta, para não ficar sem resposta ele disse que teria de mudar o nome do MOVIMENTO, disse que esse tipo de sugestão não poderia partir dele, pois não faz parte do mesmo, acrescentei que não temos diferença entre bacharéis e estudantes, a única diferença feita é a OAB que faz entre Bacharéis e advogados, por fim, não restou outra coisa, a não ser me desejar boa sorte, mas que a luta será cruel e que ELES não vão abrir mão da tese que tanto lutamos.





quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CONCURSO PARA PROMOTOR NA PARAIBA - TODOS OS CANDIDATOS REPROVADOS COM CARTEIRA DA OAB

Companheiros, Bom Dia. Pois é, na nossa bela Paraíba, o Ministério Publico realiza uma prova para vinte vagas, ninguém consegue passar. 3600, bacharéis em Direito com Carteira da Ordem. Isso prova nossa tese de que uma simples prova não capacita ninguém a exercer a Advogacia, A nossa infeliz OAB aproveita a deixa para dizer que a tal prova é necessária, pois nós do MNBD-PE, estamos certos quando lutamos pelo fim dessa maldita prova, pois segundo informações de Juizes, promotores e Professores algo deve ser feito, assim é que não pode ficar, se aqueles amigos bacharéis com carteira, fizeram uma prova de cem questões para adquirir a carteira e não consegue fazer uma prova de cem questões para exercer a promotoria? sem levar em conta que fizeram uma prova para doutores ou mestrandos, para os futuros promotores recebem 15 mil reais, Já por outro lado o motorista, copeiro, limpadores de corredor do senado e camara receberá, em janeiro os 15 mil reais em fim de carreira e cinco em inicio. Precisando para isso o grau fundamental ou seja o antigo primário. PELO FIM DO EXAME DA ORDEM JÁ. A OAB É NOSSA. DIGA NÃO AO MERCANTILISMO DO ENSINO DO DIREITO E A RESERVA DE MERCADO. Luciano da Silva Oliveira. Vice-Presidente do MNBD-PE.










quinta-feira, 15 de julho de 2010

PF INDICIA 80 POR FRAUDE EM CONCURSOS COMO O EXAME DA OAB

SÃO PAULO - Cerca de 80 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal até esta quinta-feira, 15, em razão da Operação Tormenta, que investiga uma suposta quadrilha com ramificação nacional que fraudava concursos públicos em todo o País há pelo menos 16 anos.

A quadrilha também teria fraudado a segunda etapa do terceiro exame aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A OAB disse que "é a principal interessada no esclarecimento da fraude e está acompanhando as investigações da PF".

O grupo tinha acesso antecipado ao caderno de questões das provas. Os candidatos que participavam do esquema tinham acesso às respostas por meio de ponto eletrônico durante os concursos.

A operação foi deflagrada há um mês e já ouviu mais cem pessoas. Outras cem ainda devem ser ouvidas nos próximos 40 dias, até a conclusão do inquérito. Na ocasião, a PF prendeu os 12 principais operadores da quadrilha, todos em São Paulo. Foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão na Grande São Paulo, Rio de Janeiro, Baixada Santista e região de Campinas.

Entre os presos está o suposto chefe do esquema e um agente da Polícia Rodoviária Federal. Todos foram levados para a delegacia da PF em Santos, onde foram ouvidos e, depois, removidos para a Custódia da PF em São Paulo.

Os exames mais visados pelo grupo envolviam carreiras estratégicas de Estado, como auditor da Receita Federal, policial federal, oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e peritos de agências reguladoras.

O valor do gabarito variava de US$ 50 mil a 150 mil (cerca de R$ 270 mil). Além do concurso da PF, o grupo teve acesso privilegiado às provas do Exame de Ordem, que acabou cancelado em março deste ano, e do concurso da Receita Federal para auditor fiscal, realizado em 1994.







sábado, 10 de julho de 2010

RELATOR DO PL 186/2006 SENADOR MARCONE PERILLO RESPONDE A VÁRIOS CRIMES, ENTRE ELES, DESVIO DE DINHEIRO, PRÁTICA DE CAIXA DOIS ELEITORAL, QUATRO INQUÉRITOS NO STF, PARTICIPAÇÃO EM ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NO GOVERNO DE GOIAS, ENTRE OUTROS.

Sem descanso os “grandes jornais” divulgam a frase do tucano goiano, ex-governador de Goiás e atual vice-presidente do Senado, Marcono Perillo, que :”lamenta que o projeto anticorrupção seja posterior ao mensalão”., se referindo ao projeto de lei enviado pelo presidente Lula ao Congresso aumentando a pena de agentes públicos condenados por crime de corrupção.


E o tucano bica mais fundo:”Temos aqui no Senado e na Câmara muitos projetos semelhantes, mas, repito, não adianta fazer demagogia neste país, é preciso ação concreta e não ação apenas em relação a terceiros, mas em relação aos nossos próprios procedimentos”


Isso após uma missa de ação de graças por ocasião do encerramento do ano legislativo, na qual dom João Braz de Aviz se referiu ao projeto popular que proíbe a candidatura de políticos com “ficha suja”, pedindo aos parlamentares que não se omitam diante do apelo popular, impedindo assim que “cidadãos desqualificados representem os brasileiros”. Dom João também manifestou seu otimismo quanto à aprovação de projetos que visem coibir a corrupção.


“Nós temos tramitando no Senado e na Câmara inúmeros projetos que têm como objetivo combater a corrupção. Projetos para endurecer as penas para os crimes de colarinho branco, de corrupção, de prevaricação, de concussão etc.” – “Eu creio que, no início do próximo ano, Senado e Câmara vão se debruçar sobre esses projetos e, com certeza, vamos dar resposta clara à população brasileira em relação aos nossos propósitos e à nossa preocupação em relação à ficha limpa na política – disse o senador aos jornalistas.


No site da Transparência Brasil, lê-se o que foi publicado nos “grandes” jornais a seu respeito sobre “crimes de colarinho branco, de corrupção, de formação de quadrilha, de prevaricação, de tráfico de influência, de abuso de autoridade, de concussão e etc.


“Marconi Perillo foi denunciado pelo Ministério Público por suposto desvio de dinheiro e prática de caixa dois eleitoral no período em que foi governador de Goiás (1999-2006). O senador teria autorizado a contratação de uma fundação do Rio de Janeiro para prestar serviços de consultoria à Celg, a empresa goiana de energia (O Estado de S. Paulo, 25.nov.2009).


Responde a quatro inquéritos no Supremo Tribunal Federal por supostos crimes cometidos no período em que foi governador de Goiás (O Globo, 02.jul.2009).


Acompanhe os processos contra Marconi Perillo, o guardião do dinheiro público, da justiça e da ética, no site do STF :

Inquérito 2504 – Crimes contra a administração pública e licitação pública.

Inquérito 2481 – Concussão, corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência, corrupção ativa e abuso de autoridade

Inquérito 2714 – Crimes contra a administração pública. Corrupção passiva - processo que corre em segredo de justiça.

Inquérito 2751 – Investigação penal – também em segredo de justiça.


Em um dos inquéritos a que responde, é acusado de haver participado de um esquema de corrupção no governo de Goiás, em que empreiteiras pagavam propina para a liberação de créditos com o estado (Folha de S. Paulo, 16.fev.2009).


Foi denunciado pelo procurador-geral da República pelo uso de avião do estado de Goiás durante campanha eleitoral (O Estado de S.Paulo, 8.fev.2009).


Ministério Público Eleitoral de Goiás pede a cassação de seu diploma por captação e gastos financeiros irregulares na campanha de 2006 (O Globo, 22.dez.2006).


Quando governador, teria alterado valores de contratos com a agência de publicidade SMPB, da qual Marcos Valério foi sócio, numa ação apontada como irregular pela Procuradoria do estado (Folha de S. Paulo, 21.out.2005).


A Justiça Federal concedeu liminar, a pedido do Ministério Público Federal, e impediu que o senador e sua mulher continuassem a ter professores e uma turma exclusiva no curso de direito das Faculdades Alves Faria em Goiânia (Jornal de Brasilia, 05.dez.2007).


A Polícia Federal obteve gravações telefônicas nas quais supostamente teria tentado influenciar uma desembargadora em decisão sobre processo envolvendo a prefeitura de Itumbiara (O Popular, 21.mai.2008).


De fato. É lamentável que o projeto anticorrupção apresentado pelo Presidente Lula seja posterior a tanta corrupção. Mas sempre é tempo.


E eu creio que, não no início, mas no fim do ano, o povo brasileiro vai se debruçar sobre as “fichas” de todos os candidatos e, com certeza, vai dar uma resposta clara á cada um deles – nas urnas.